Caindo de maduro

Passado mais um festival de grandes bandas e grande público, o que fica pra mim é o fim de uma grande encheção de saco e um alívio de não ter mais que responder às mesmas perguntas.

Eu achava que primeiro o problema era estar eternamente dura. Depois o problema era morar em outra capital. Até que um dia eu tinha dinheiro, tinha tempo e vim até São Paulo para um festival. E foi a maior decepção.

Mas não acho que esse seja o motivo. Dessas bandas que vocês dizem adorar (e gostar de verdade ou não é problema exclusivo de vocês), eu não me interesso por nenhuma. Seja nova, seja velha, seja a solução para imunização contra o câncer, eu troco todas elas por um pacote – pequeno – de cheetos.

Longe de mim estar acima do hype. Por exemplo: eu teria ido ao Sónar pra ver Justice e Chromeo. Mas era cada um em um dia, e eu não vejo sentido em pagar R$ 230 pra ver cada banda. Então eu não vou, e não dói. Quer dizer, dói meu saco imaginário quando meus amigos me perguntam estupefatos COMASSIM eu não vou ver OS DEUSES DO KRAFTWERK. Porque eu não conheço um cacete de música deles. E confundo com Devo (é nessa hora que eu abaixo pros ovos não me acertarem). Esse é só um pequeno exemplo.

Mas enfim, esse post era para mais uma vez ilustrar a minha predileção por bandas d’outrora. Dia desses baixei de novo o Tiny Music, do Stone Temple Pilots, e o clipe abaixo me lembrou porque eu gostava tanto da banda. Tanto que naquela noite eu cancelei tudo e fiquei em casa, com a manta nas pernas, ouvindo o som da minha juventude. Satisfeitíssima!

E eu não sei porque infernos não consigo subir o vídeo, então clica aqui se você também quiser voltar àqueles tempos.

 

Damsel in distress

Nos primeiros dez anos vivendo em São Paulo, eu só fazia uso de transporte coletivo e nada mais. Nem táxi pegava – estudantes costumam achar que CHOFER DE PRAÇA é um artigo de luxo. Mas depois que passei a dirigir, virei uma baita de uma fresca.

Sim, porque toda vez que eu pego ônibus para ir à manicure ou à academia (pra onde eu poderia muito bem ir andando), fico me sentindo uma pessoa melhor, que contribui para a diminuição do trânsito na cidade, bla bla bla (não julguem, essa sensação babaca já foi detectada e está sendo tratada).

Aí hoje eu fui levar o carro para a revisão e a vida aproveitou para dar aquela sacaneada mostrando que a concessionária ficava na região da Lapa(putaquepariu, completa o tio do pavê). Vila Hamburguinho, pra ser mais exata. (Uma saudade: Jorge e Ana Laura perdidos na Vila Hamburguinho de madrugada, nunca me esquecerei.) Se para chegar de carro já foi um porre, previa uma volta recheada de baldeações. É, porque a concessionária não dispunha daquele serviço que te leva de volta em casa, então eu segurei a vontade de entrar no primeiro táxi que passasse (não ter renda fixa no momento ajuda bastante, recomendo) e fui lá pro ponto de ônibus.

Para minha alegria, tinha uma linha direta que parava na frente da minha casa. Para minha tristeza, a tal linha tinha sido desativada. Para piorar, tinha deixado o Bilhete Único em alguma outra bolsa. Eis que passa um Sacomã e eu salto para dentro. Que a linha Sacomã é quase que um amante antigo, dado o tanto de vezes que JÁ PEGUEI. E ela liga tudo a tudo, coisa maravilhosa.

Mas eu queria confirmar, né, vai que essa linha agora passa primeiro em Parada de Taipas e depois segue pra Vila Mariana, então fui assuntar com o motorista. Foi nessa hora que percebi que os poucos anos detrás de um volante me fizeram perder o ar STREETWISE, porque ele me tratou como uma gringa perdida na Zona Oeste e, mui solicitamente, me deu várias opções de trajeto. Quando fui passar na catraca, o cobrador olhou pra minha cara com pena, falou pra eu saltar no metrô do Largo da Batata e, com uma piscadinha, anunciou que não precisava pagar. “Mas eu tenho aqui…”, “Vai, moça, desce pela frente, você se perdeu”.

Desci, né. E vou largar meu carro na concessionária até ameaçarem usucapião, porque se tem uma coisa que eu não admito é perder meu street cred.

Fã-crube

Olha, quando você estiver no fundo do poço da carência e desejar ter uma pessoa fascinada por tudo o que você é, pense bem. Porque o que eu passei hoje foi, no mínimo, constrangedor.

Foi assim: tava lá na cidade onde minha mãe mora, e resolvi dar uma passadinha numa butique que vou sempre. Aquela coisa de interior, você conhece a dona, ela conhece seu gosto pessoal e, ocasionalmente, pede às funcionárias para te dar uma atençãozinha extra. No caso dessa que vou contar, onde você lê extra, pode ler ultra.

(e faz favor de ler os termos em caps lock com o maior sotaque caipira que sua cabeça puder imaginar)

- OLHA ELA VOLTOOOU! – foi como fui recebida. Como já é normal ser confundida com minha irmã, que mora longe, sorri e comentei que tinha estado lá não tinha um mês. Não adiantou, era comigo mesmo.

Fui direto provar algumas roupas e encerrar o assunto – mas o assunto ia definitivamente ser prolongado. Saí da cabine e…

- Nossa, você tem uma BUNDONA, né?” – a moça tava feliz e queria contar pra todo mundo os meus predicados físicos. Sorri comedida e ela acrescentou olhando para minha mãe (e deixando claro que a progenitora sofre de N.A.A.A.D. – No Ass At All Disease) “essa aí passou na fila da bunda várias vezes, né, já a senhora nããão?”. Mamãe, sempre tão doce, sei lá como não mandou a mocinha tomar no meio da tarraqueta.

Na hora de pagar a conta fui atacada por uma série de perguntas.

- Você trabalha com o quê?

- Escrevo em sites…

- GENTE MAS QUE LEGAL! E você mora onde?

- Em São Paulo.

- EM APARTAMENTO?

- Sim…

- MEU DEUS DO CÉU! Sozinha?

- É, to velha pra dividir.

- VELHA NADA CÊ TEM O QUE 21 ANOS?

- Dez a mais.

-  OLHA SÓ NÃO PARECE QUE MOÇA. E você sai por lá?

- Saio, uai.

- QUE JOIA! (palminhas)

Eu sentia que em algum momento tinha me confundido e contado que morava em Marte, dentro de um frango assado, e que só me comunicava em aramaico ao contrário com lhamas.

Era hora de ir embora. Ganhei um abraço bem apertado e um beijo junto com minha sacolinha. Sei lá, mas, nada nada, deixei alguém mais feliz que eu com essa compra. Que seja, né?

Cromando cadeiras

Na casa dos meus pais tinham duas cadeiras de metal cromado e assento verde de chenille pelas quais sempre fui apaixonada. Elas ficavam no quarto do casal e serviam para botar as roupas para AREJAR – ou seja, elas não faziam a menor parte da decoração. Quando me mudei para São Paulo e tive que escolher algumas peças da casa para trazer junto (naquele esquema mix-and-do-not-match de casa de estudante), pedi para ficar com o par.

Desde sempre meu intuito foi dar uma reformada nelas, que já estavam enferrujadas e com o tecido puído, acontece que estudante é pobre e não tem a menor noção do que precisa exatamente ser feito. Finalmente as reavi quando voltei pra SP e saí pra assuntar sobre a reforma delas.

“Ah, precisa cromar”  - joga “cromagem” no Google. Só me aparece resultado inviável. Pergunto no Facebook e recebo a maior quantidade de baboseira possível (mentira, alguém me indicou a Polly, e pelo menos rendeu como um ótimo perfil de Twitter para seguir). Deixei quieto.

Até que um dia, comprovando meu comportamento estabanado, usei a cadeira como escada pra pegar alguma coisa no maleiro. Dei um pulinho pra alcançar a tal coisa e foi o suficiente para varar pelo assento – era chegada a hora.

alá a merda que deu.

Lembrei que tinha um tapeceiro aqui na rua e desci imediatamente pra falar com ele para refazer o assento (escolhi um veludo vermelho-BORDEL lindo). Enquanto esperava, comentei que procurava um lugar para mandar cromar. Foi então que um senhor,  como daqueles velhos sábios do cajado, surgiu do nada e profetizou: tem um lugar em Pinheiros, perto da Faria Lima, que faz. Fui atrás e encontrei a Marilize Decorações. Meus problemas tinham acabado!

O resultado:

BEHOLD THE LINDEZA

Não ficou barato. Mas não mesmo – com essa grana eu poderia ter comprado uma mesa boa. Mas como ouvi por aí, mais vale um gosto que dez vinténs, e eu to bem satisfeita. E vale dizer que com o resto do tecido do assento ainda deu pra fazer uma almofada, CHA CHING!

Puft!

Desde que o ano começou, eu estava com um post maturando na cabeça. Ia ser daqueles bem sinceros, do fundo da minha fabricação, porque era um assunto recorrente nos últimos tempos.

Já conseguia prever “likes”, comentários, RTs, seria a glória! Previa também alguns olhos rolando para o fundo da cabeça, por se tratar de um texto sobre sentimento, dessas coisas que ninguém assume, e se assume é tachada de um monte de baboseira – digo isso porque, né, sou expert em sair tachando gente.

Sonhando com o meu novo post (porque tem vezes que a vida fica tão morfética que SONHAR COM POST é algo legal a se fazer), pensava até nos contras, nos stalkers que porventura ganharia (eles surgem até quando estou quieta, dig din dig din dig din), no arrependimento que poderia surgir por falar demais. Esse post virou meu shortinho verde.

Até que em questão de dias, tudo mudou. Convicções caíram por terra, desejos mudaram, vários calabocas da vida foram tomados. E o post evaporou, junto com outras necessidades minhas.

E aí? E aí que não tem mais post, oras.

 

Chama o patrão

Há alguns dias, fiz um desabafo virtual barra feminista, barra sincero demais, sobre o saco que é ir a uma loja de ferramentas, saber o que procura, explicar para que é e ouvir o seguinte comentário do vendedor, que coça a cabeça desconfiado:

- Mas por que você não pede ajuda pro seu marido?

Bom, por ordem prática, primeiro de tudo porque eu não tenho marido. E segundo porque uma das poucas alegrias da minha vida é comprar ferramentas e fazer consertos em casa. Já me rendeu até braço engessado por teimosia, mas nunca por falta de talento. Se eu chegasse na loja completamente perdida, vá lá, podia até falar “você não nasceu pra isso”, mas não era o caso. Tava patente: mulher, essa não é sua praia, vai pedir pro sexo oposto.

Aí hoje eu tava arrumando o Katrina que passou em casa, por conta da instalação de um armário no meu quarto. Tinha poeira em tudo, minha casa estava o que mamãe costuma elegantemente chamar de “de cu para cima”. A primeira coisa que fiz foi tirar as mantas, que serviram de cobertura para as roupas que ficaram de fora durante a obra, e botar pra lavar.

Em meia hora de serviço, consegui distender todos os músculos que ficam perto dos ombros, me molhar, molhar as roupas secas do varal, molhar a vassoura que ia usar para varrer o quarto, devo ter molhado até o vizinho.

E fiquei pensando “tá, e se pra ISSO eu chamasse o marido?”. Aí vale?

(Eu posso ver metade dos meus seis leitores rolando os olhos pra esse texto, mas coisinhas pequenas como essa irritam – e não é pouco.)

Em todo caso, a resposta mais sensata a este desabafo veio de um amigo que é muçulmano: “Boa sorte”.

Recomêindo

Vez ou outra eu faço uns posts recomendando coisas que gosto, pra dar aquela renovada no karma. Ninguém pede, mas eu acho que coisa boa é pra ser divulgada (e é por isso que eu não tenho dotes de it-blogueira, mas que SEJE).

Vou falar de três coisas lindas que deram uma facilitada na vida, ultimamente:

1 - Achar costureira boa é um saco. Um dia eu já tava bem desiludida, fui perguntar pro Google e achei o Atelier Agulha de Ouro. São duas senhoras costureiras que fazem um trabalho bem bom, além do esperado. Levei uma saia que vive se despedaçando e elas trocaram toda a costura para mim, pelo preço de um conserto. O que eu achei melhor foi o prazo – não é rápido, mas pelo menos não te enrolam dizendo que vai ficar pronto e não fica. Uma outra coisa linda: sabe aquele vestido de 1947 que você comprou no brechó e, obviamente, está se desfazendo? Elas reformam.

O Agulha de Ouro fica na Galeria Ouro Velho, na Rua Augusta, 1371, Consolação. Tel. (11) 2365-1282.

2 - A Camila Justo, minha amiga desde que se fez a luz na Terra, é uma farmacêutica que descobriu um talento inegável na costura. Depois que teve os dois filhos – coisas mais lindas – ela resolveu se arriscar fazendo roupas e descobriu que faz muito bem! Só que a morfética não faz sob medida, o que é uma pena. Semana passada fiz uma visitinha para conhecer o atelier da Justo Mas Confortável, em Tatuí, e saí com duas saias longas lindas, a verde bandeira e a de estampa de cobra – olha lá no site! Devo dizer que foram aprovadíssimas, e ainda renderam elogios. Ótima dica para renovar as peças curinga do armário.

A Camila faz entrega por Sedex, é só conversar com ela aqui.

3 - Por fim, a Carmita, de quem eu falei no último post. Não dá pra dizer que ela é só massagista, ela faz de tudo. Acabei semana passada um ciclo de doze sessões de tratamento estético com ela, principalmente drenagem linfática, e já perdi uma média de 7cm nas medidas gerais. Só no pandeiro foram dez, daí você conclui. Depois que você faz esse tratamento inicial, entra pro CLUBE DAS DEUSAS (i know) e, pagando uma mensalidade, tem direito a duas horas do tratamento que quiser por semana. Uma observação: não é clínica, é na casa da Carmita. Ela também atende em domicílio, dependendo do caso.

Ligue pra ela no (11) 7124-3355 e marque uma consulta para conhecer os tratamentos.

Sossega-beduíno

Ufa, finalmente de volta. Depois de duas semanas em Sidinêi, voltei renovada, com uma pilha de pepinos para resolver e uma pulga atrás da orelha. Que eu decidi chamar de Carmita – e depois eu explico a escolha do nome.

No final do ano passado, um pouco antes de viajar, passei num cabeleireiro que costumava ir há muito tempo e, botando a conversa em dia, o companheiro dele perguntou se eu estava de volta a São Paulo para ficar. Eis que meu cabeleireiro interrompe:

- A Bia? Não dá pra confiar, quando você pisca, ela tá loira, cantora, secretária de embaixada, morando em Brasília!

Cheio de razão – era tudo verdade. Deu medo. Comecei a pensar qual foi a última vez em que finquei o pé em algum lugar e fiquei. Desde que saí da casa dos meus pais, o lugar onde morei por mais tempo foi durante a faculdade: três anos e meio no mesmo apartamento. Meu emprego mais longo durou um ano e três meses. Namoro? Dois anos e meio.

Bom, com isso a pulga tava ali, instaurada atrás da orelha junto com o ímã que a acupunturista colocou.

Aí viajei. Lá, conheci a nova família da minha irmã, e por algumas vezes ouvi “Por que você não vem morar aqui?”. Mais medo. RAPAZ, PAREM. Pensava no meu apartamento, tão lindo, que acabei de decorar há pouco. Lembrei do meu emprego, menos de três meses trabalhando. Eram razões fortes, mas mesmo essas pareciam, hm, descartáveis. Sem tirar o mérito delas, mas era isso – uma sensação estranha de AI LÁ VOU EU DE NOVO ME MUDAR E IR EMBORA E FAZER FESTA DE DESPEDIDA E TROCAR DE CELULAR E…

Eu ainda não sei o que é isso, se é resquício de sangue beduíno, se eu tenho prego na bunda, se é tormento nos nelvo (como é mesmo que chamam? Fuga?). Só sei que eu estou evitando pensar no assunto. Como desculpa, fiz da minha resolução SOSSEGAR O FACHO por pelo menos um ano. Em 2012 daqui não saio, daqui ninguém me tira.

To doida pra voltar aqui e dizer “BRINKS GALERA, to indo morar em/na/no _______!”.

 

*Carmita é porque esse destino mui brincalhão botou no meu caminho uma massagista o quê? CIGANA. Que largou do bando dela aos 16 e conhece todos os cantos do mundo. E acha que eu tenho mesmo é que me jogar. Até tu, Carmita, até tu.

Dig-din-dig-din-dig-din

Ano passado, terminei o ciclo agradecendo a um monte de gente por me ajudar, suportar, ouvir, dar ombros, tirar do buraco etc.. Pudera, foi difícil pra burro.

Este ano, não me levem a mal, mas eu quero mais é agradecer a mim mesma. Tudo o que tá aqui, que me orgulha, foi fruto da minha cabeça – meio desorganizada, talvez, mas que no fim resolve as coisas a contento.

Acho que já estava bem na hora de poder sentir que fiz a coisa certa. Porra, trinta anos. É revigorante olhar pra tudo o que fiz – coisas pequenas, decisões e reflexões – estufar o peito e falar “tá vendo, chanclish?”. Humildade é bacana, mas chega desse papo-coitadinha de “não sou nada sem vocês”. Talvez eu seja um pouco menos feliz, um pouco mais sozinha – “nada”, nunca.

Farei duas menções honrosas: à minha mãe, cuja ajuda, num único gesto, foi essencial às minhas decisões (e pela constante evolução) e ao Jorge, por estar no lugar certo, na hora certa. Obrigada.

E deixa eu terminar o ano de “grandes feitos” escrevendo os votos de casamento da minha irmã, que é a coisa mais preciosa (e teimosa) que eu tenho na vida.

Tootles!

Dor nos Cornos – o baile

Eu não tenho a menor intenção de um dia me tornar uma entrepreneur da noite, nem de ser dona de boate ou coisa do tipo (deixo a função no passado de papai, que um dia foi dono da SHALAKO DISCO DANÇANTE). Mas se um dia alguém pedisse a minha sugestão para uma noite temática, eu sacaria rapidamente do bolso a minha tão nutrida ideia.

É tipo um bailão de corno, mas corno sulista americano. Lá as pessoas dançam colado ao som de músicas desgracentas e refletem sobre a vida. Se isso já existe? Óbvio, pelo menos dois em cada cidade texana. Mas eu adoraria se acontecesse aqui, na esquina de casa. Tiraria do armário minhas botas e minha cara de sofrida com o maior prazer.

Aproveitando o ensejo, fui lá e criei uma playlist mínima do que eu costumo ouvir quando estou com dor nos chifre – e que fique claro: dor de corno, aqui, pode ser entendida como qualquer tipo de dor de amor, dos cornos à bunda, passando por bolso e coração.

Aos cantantes:

O Grande Bailão da Dor nos Cornos

1 – I’m so lonesome I could cry – Hank Williams Sr.

2 – Misery and gin – Merle Haggard

3 – If teardrops were pennies – Dolly Parton & Porter Wagoner

4 – A way to survive – Gene Watson

5 – Don’t sell the farm – Junior Brown (foi o que eu quis dizer com dor de bolso)

6 – It’s my time – Dolly Parton

7 – The bluest eyes in Texas – Little Texas (quem é sapatão canta junto)

8 – Divorce – Wanda Jackson

9 – All of me – Willie Nelson

10 – Rose garden – Lynn Anderson (pra dar um pouco de esperança, vai)

Darei tiros de espingarda para o alto se ela servir nos ouvidos de algum leitor.